quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não tinham saudades de ouvir Beirut?


Beirut - Elephant Gun

Always a pleasure, meus caros.
Temos que repetir, mas sem lasanha...

a.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

oh desculpe pode indicar-me o caminho para...


the wrong road, the go-betweens

pode ser por muitas razões. pode ser porque não tenho carta de condução. nem se adivinha que a venha a ter num futuro próximo. pode ser porque cada vez que, perdido, decido perguntar a direcção para o meu destino em menos de cinquenta segundos desliguei a minha atenção das palavras dos que me explicam o caminho. desligo os sons para me concentrar na forma. e não raras vezes tenho vontade de rir... pode ser por muitas razões mas parece-me que ando sempre pela estrada errada.

x.

recorrências III

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tenho saudades destes gajos


REM - Near wild heaven

Im holding my hands together

Im holding my feet together

Im holding myself together

In this near wild heaven

Not near enough


Serão sempre grandes.

a.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

foxtrot...


conta a história que o actor devaudeville, harry fox, com dificuldades em encontrar moças capazes de dar "dois passos", introduziu dois trots na dança dando origem ao slow-slow-quick-quick... e assim, em 1914, é introduzido nos salões de baile, pela primeira vez, o foxtrot... estes passos inovadores atacaram as pistas como as calças à boca de sino atacaram os 70... para durante décadas dominarem o jogo de cintura e os rituais de acasalamento dos adolescentes. diz-se até que quando, em 1950 e poucos, surgiu o rock n' roll as companhias discográficas ficaram naquela... epá e agora como é que vai ser? será que a malta vai só querer abanar o capacete ou ainda vai desejar dar à anca? a decca records, de apuradíssima visão estratégica... decidiu catalogar os primeiros lançamentos de rock n' roll como "fox trots". entre eles "rock around the clock" de bill haley and his comets, o "foxtrot" mais vendido da história. 25 milhões de cópias.

x.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

joaquín phoenix: shape your body workout

eu diria que um dos grandes flagelos da humanidade é a tendência de alguns espécimes se levarem demasiado a sério. somos demasiado frágeis para algum dia sonharmos atingir uma dimensão divina e intocável... algo que o excelente actor joaquín phoenix... ou melhor, o ex actor, não parece ter percebido. tamanho é o pedestal em que se colocou que não entende porque se riem dele quando anuncia que, a partir de agora, dedicará o seu tempo e dinheiro a perseguir uma carreira musical. e olhando para o gajo diríamos dentro de uma linha rock indie... não. é mesmo hip hop...



mas por que raio de razão... malditos... não me levam a sério?



força joaquín... estamos contigo.

x.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

feliz dia dos namorados

(somewhere just outside of a music store)


- Hey, been trying to meet you…

- oh.. - blush - really, why?

- must be a devil between us.

- oh.. - blushes harder.


(a little silence)


-I've been really trying, baby. 

trying to hold back these feelings for so long

and if you feel like I feel, come on.

- uh, what are you saying?

- there's nothing wrong with me loving you,

and give yourself to me can never be wrong...

- so you say...

- ...If the love is true.

- hmm - and smile.

-if you go I will surely die, we're chained.

- stop, don´t say that!


(deep breath and...)


- don't you know how sweet and wonderful life can be?

I aint gonna worry, I aint gonna push.

(and he reaches his hand to her and grabs hers)

- so come on,

let's get it on.


DISCO/BIBLOGRAPHY

lets get it on, marvin gaye

hey, pixies


r.






quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

mas como fazem eles esta treta?

sábado, no regresso a casa após um produtivo e bem disposto ensaio mais os rockeiros de S. João de Loure, apeteceu-me reviver a energia de tempos idos em que os cd's que se empilhavam ao lado do meu hi-fi era desde pantera, sepultura, vision of disorder, machine head, meshuggah, anger (aveirenses!), watcha e seus semelhantes. passava noites a tentar perceber as afinações, se aquilo era bombo ou timbalão, os tempos das músicas, se o harmónico era natural ou não, se a banda está toda a tocar a mesma malha ou cada elemento com a sua, mas formando um todo que me fazia maravilhado com o conjunto (machine head : blood of the zodiac é exemplar disto). portanto, muito tempo à volta destes gadelhudos de letras pouco simpáticas e riff's que não deixam o pescoço quieto. 
sempre houve uma palavra de ordem comum a todos e que muito me preza aqui deixar para todos eles, pois é sobre isto que toda a questão se ergue: RESPECT! o meu respeito "headbanger" para quem faz da boca fechada, queixo erguido, bota, corrente a sair do cinto a caminho do bolso de trás da calça, camisola de cavas pretas e do braço tatuado a sua postura. 
hail.

deixo-vos com um excerto de um dos nomes que atrás citei e com quem mais tempo passei a tentar perceber "mas como fazem eles esta treta?" 
os reis dos contra-tempos do metal, da Suécia, os Meshuggah.
desafio qualquer um a 'abanar o capacete' coladinho à malha destes putos. 
é tramado...

r.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Bolinho extremamente obsceno

Estávamos em falta no que diz respeito a receitas.
Esta é para 6 a 8 pessoas.

120g de chocolate meio amargo;
100g de manteiga;
2 ovos inteiros e 2 gemas;
1 colher de chá de açúcar;
2 colheres de sopa de farinha de trigo.

Bater os ovos, as gemas e o açúcar.
Derreter o chocolate e juntar a manteiga.
Juntar o chocolate aos ovos e mexer até estar tudo bem misturado.
Juntar suavemente a farinha.
Untar as formas com manteiga e farinha e levar ao forno pré-aquecido a 250º C durante cerca de 10 minutos.
O resultado há-de ser uma coisa deste género:


O cheirinho a chocolate que fica na casa é um extra quase tão delicioso como o próprio bolinho.
O nome oficial é Petit Gateau. Eu prefiro a minha versão. Chega a ser obsceno comer isto...
Aproveitem a dica para o dia dos namorados.
Jantar, "bolinho extremamente obsceno" com uma bola de gelado para sobremesa e depois agitar as barrigas cheias no Clubbing, na Casa da Música, ao som de Tindersticks.
Era o que eu faria.

a.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O nosso r. está de parabéns

Como estás praticamente um homenzinho deves gostar dos clássicos.
É um vídeo muito adolescente.
Para recordares.
Parabéns. Enjoy.


a.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

recorrências I



têm disco novo. mas não me apeteceu ir por aí. deve ser algo na forma como faço a digestão da memória...

x.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Super... Super Rock

Parece que este ano vale a pena.
The killers em Lisboa e Depeche Mode no Porto.
E bilhetes caros, como sempre.

Mais informações aqui.



a.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Closed

Lá se vai o sonho de um dia ver um concerto no London Astoria.
Encerrou no dia 15 de Janeiro, por causa do Crossrail Act - vai dar lugar a uma extensão da rede ferroviária. Viva o progresso!
O P2, do Público, diz que é "mais um destroço de memórias pop".
E é. Radiohead, Nirvana, Rolling Stones, David Bowie, Oasis, Blur, todos deixaram a marca numa das principais salas da cena musical londrina.

a.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

do fim das coisas...


x.

happiness and birds
















i think that "happiness is a warm gun" is my favorite Beatles song!
oh, wait, there's "blackbird" also, and they are on the same album! 
well... i guess that's only a great rock n roll album. 
salute the "white".
r.

PS: peço desculpa pelo post em inglês, mas isto surgiu-me na mente tal e qual, e hoje vou respeitá-la. 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Rui Reininho

E não é que o Companhia das índias afinal é... bonzinho!?

a.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

suas meretrizes...

todo o amor cabe numa puta. parece excessivo. um ultraje, afirmam os convictos na superioridade do sentimento que por aí abundam em canções pouco recomendáveis. em boa verdade, seria necessário fazer uma dissecação às origens e fins do dito para estabelecer a validade da afirmação. se houve quem declarasse: existo em ti... o certo é que o paradigma social do momento é, sem sentimentos de culpa, a individualidade. tradução visual: o corpo como uma infusão de sentimentos. ideal para aquecer durante uns dias de frente polar. ou refrescar os calores de verão. mas descartável, pois o tempo é pouco e o espaço vital.


tudo isto para vos falar de um site. o mais original que encontrei no início de 2009. sim sim, têm razão, tenho muito tempo disponível. oferece-se aqui uma gama de serviços fora do habitual. por 40 libras esterlinas compra-se um amor em forte desvalorização. por 25 dólares semanais, uma pechincha portanto, adquire-se uma namorada virtual. o que se compra é a ilusão electrónica de um amor activo e correspondido. emails e sms diários e tórridos dirigidos ao solitário comprador. há quem peça até 1000 dólares para ganhar coragem para matar a própria namorada. em questões espirituais, a alma é apenas mais uma mercadoria negociável. compram-se, vendem-se... ou, para quem a carne é fraca e o espírito não ajuda , por 15 dólares um tal de sam rezará pela sua salvação. se nenhum destes serviços lhe interessa, o que não sabe é que rumo dar à sua vida... então compre um dos muitos conselheiros que por aqui existem. e se estiverem desesperados, por 20 mil euros um deles ajudá-los-á a fingir a própria morte.

eu aproveito duas coisas: a ideia e o tempo livre para, pelo preço que considerarem justo, oferecer conversa.

x.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

o mercador de veneza

fotografia daniel blaukfus, os passos em volta

Jessica. I am never merry when I hear sweet music.

Lorenzo. The reason is, your spirits are attentive:
For do but note a wild and wanton herd,
Or race of youthful and unhandled colts,
Fetching mad bounds, bellowing, and ueighingloud,
Which is the hot condition of their blood,
If they but hear, perchance, a trumpet sound,
Or any air of music touch their ears,
You shall perceive them make a mutual stand,
Their savage eyes turn'd to a modest gaze,
By the sweet power of music: therefore, the poet
Did feign that Orpheus drew trees, stones, and floods,
Since nought so stockish, hard, and full of rage,
But music for the time doth change his nature.
The man that hath no music in himself, Nor is not mov'd with concord of sweet sounds, Is fit for treasons, stratagems, and spoils: The motions of his spirit are dull as night, And his affections dark as Erebus.
Let no such man be trusted.
— Mark the music.

merchant of venice, william shakespeare
act V. scene I.

x.