quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sobre bandas sonoras

Aqui está uma bem jeitosa, num filme que, provavelmente, não a merece.
Temos, por exemplo, Bon Iver com St. Vincent... e isso já diz muito.

a.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

The lonely one, by The List

Procuram-se mais informações sobre esta banda que soa a Wilco. Digam-me coisas.

Abraços.

a.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Super Bock em Stock 2009

Já há data e alguns nomes confirmados para a edição deste ano do festival de Outono, Super Bock em Stock. É a 4 e 5 de dezembro e conta com Little Joy, Patrick Watson, Ebony Bones, Wave Machines, Voxtrot, Beach House e The Legendary Tigerman.
No ano passado, ano de arranque, o cartaz incluiu Marcelo Camelo, Zita Swoon, El Perro del Mar, Santogold, The Walkmen, entre outros. Os concertos foram distribuídos por várias salas nas imediações da Avenida da Liberdade, em Lisboa. O mesmo vai acontecer neste ano.
É mais um festival caro (40 euros para os dois dias), mas espero que o cartaz ainda reserve algumas surpresas.
Uma palavra ainda para Patrick Watson, que talvez me faça sair do sofá por causa do novo álbum Wooden Arms. São 11 músicas, algumas bem boas. Destaco esta:

a.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Zita Swoon

Vão continuar na estereofonia do carro.
Thanks r.

a.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

bill callahan



pedro mexia, no seu mais recente blog, elegeu esta como melhor canção de 2009. não consigo ser tão conclusivo como ele, mas uma coisa é certa: sometimes i wish we were an eagle é um dos mais belos discos do ano.

x.

p.s.: este post leva dois atrasos... o primeiro de 4 meses, momento em que tive acesso ao disco. e o segundo de mês e meio, momento em que li o post de mexia.

p.s.2: a canção escolhida por mexia é mesmo muito boa... também eu preciso que me mostrem o caminho.

cep kovaliov


pôr música é fixe. ou melhor, foi fixe na única vez que me propus fazê-lo, na semana passada...

x.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

tu és a cena!

ora,
é preciso ter lata!

primeiro não mete cá o pé (neste caso os dedos no teclado) há para ai 4 meses
e quando regressa vem com videos de malta que já havia postado antes!!
rais parta o puto!

a. e x. vocês é que salvam isto. força ai meus bravos.

porque entretanto eu vou deixar novamente o Ray,
e desta vez é para uma pecanina doce*

a ti deia,
r.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

o efeito catártico do rock n'roll

no final dos anos 60 surge um novo movimento religioso. os meninos de deus, hoje família internacional, é, segundo os teóricos, um culto religioso saído do movimento hippie. fundado por david berg (também conhecido como moisés david ou rei david, morreu na costa da caparica em 1994) em 1968, este culto apostou no sexo como a sua principal forma de espalhar a mensagem e o amor de deus (nós humanos adoramos quando o amor é físico) como também de angariar e converter novos membros. a técnica, conhecida como flirty fishing, foi considerada prostituição religiosa. esta prática foi abandonada em 1987, assim como outras que ligavam os membros desta seita a recorrentes denúncias de abuso sexual de menores. depois de 1986 novas regras foram impostas: nada de sexo entre adultos e criancinhas, baixo a pena de excomunhão. eles ainda acreditam que o anticristo governará o mundo durante sete anos... blábláblá

é no seio desta seita religiosa que christopher owens nasce e, pior, cresce. o pai saiu de casa, o irmão morreu porque os meninos de deus não acreditavam na medicina e a mãe terá sido obrigada à prostituição diversas vezes. aos 16 anos foge de casa e durante uns anos vive nas ruas até ser acolhido, e levado para são francisco, por um milionário. é nessa cidade californiana que conhece o produtor chet "jr" white e, juntos, formam girls e gravam, segundo se diz por aí, sob a influência de todas as drogas a que conseguiram deitar mão, um belíssimo albúm. o nome? album.





aqui há rock n' roll. há miúdas. há corações desfeitos. há angústia. há a vontade de deixar o passado enquanto se bebe vinho. mas também há sol. sobretudo, há um desejo profundo de vida. e o rock n' roll é isso mesmo.

a ouvir do príncipio ao fim. várias vezes. um dos melhores do ano??? muito provavelmente.

x.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

record sessions club

em mil novecentos e sessenta e sete é editado um disco que, nesse mesmo ano, não obteve grande efervescência comercial. as letras de lou reed, explícitas no consumo de droga, prostituição e até na prática sado-maso, a música de john cale, que ia ao encontro do experimentalismo que o próprio reed procurava, e a participação delicodoce de nico (ouvir o lindíssimo disco chelsea girl), não foram suficientes para fazer the velvet underground and nico, o álbum da banana (na primeira edição era possível descascar a banana, sendo essa cover um raro artigo de coleccionador), um êxito. apadrinhados pelo artista pop, andy warhol, responsável pela concepção gráfica do disco e pela produção (pelo menos financeira), os velvet underground ganharam, entretanto, um estatuto de culto e esse disco encontra-se em décimo terceiro lugar na lista dos quinhentos melhores discos de sempre, pela revista rolling stone (2003).

Record Club: Velvet Underground & Nico "All Tomorrow's Parties" from Beck Hansen on Vimeo.


o que me traz hoje não é tanto a qualidade, mas sim o conceito por detrás do novo projecto de beck, camaleão musical vendido à cientologia. o record club sessions pretende juntar, no estúdio do californiano, um grupo de amigos que num único dia gravam o alinhamento completo de um disco escolhido por todos. beck, nigel godrich ( engenheiro de som e produtor musical por detrás de bandas como radiohead, pavement, divine comedy e muitíssimos outros...), joey waronker, brian lebarton, bram inscore, yo, giovanni ribisi, chris holmes and from iceland, special guest thorunn magnusdottir sentaram-se, discutiram e em unanimidade elegeram the velvet underground and nico como objecto da primeira session.

Record Club: Velvet Underground & Nico "I'll Be Your Mirror" from Beck Hansen on Vimeo.


o resultado, como disse é menos interessante (que o original, sim) que a ideia. no entanto, tendo em conta o esquema de produção (um dia para reinterpretar e gravar um albúm, nothing rehearsed or arranged ahead of time) o disco no seu conjunto é melhor que muitos álbuns de estúdio gravados e trabalhados durante meses.

um novo grupo de músicos e um novo disco já foi escolhido e gravado: the songs of leonard cohen. e não descartam ace of base como sessão seguinte. para ver tudo aqui.

x.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

o peter e o paul ficaram sem a mary...

mary travers 1936-2009





"a cantora norte-americana mary travers, do grupo peter, paul and mary, morreu, vítima de leucemia, aos 72 anos. responsável por hits como if i had a hammer, leaving on a jet plane ou puff, the magic dragon, o trio esteve envolvido nos confrontos políticos e sociais da década de 1960 e marcou presença na marcha pelos direitos cívicos em washington, em 1963."
in Público
x.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Au revoir simone

Dia 3 de Outubro na Casa da Música.
Dia 5 de Outubro na Aula Magna.

Está feito o convite.



a.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

animal selective



lembrado, e muito bem, por um blog alimonado...

sábado, 25 de julho de 2009

if they say it...



dying is fine, the rhumb line, ra ra riot
x.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Não podemos adiar o coração"

Meio ano depois de "Nº1: Sessão de Cezimbra", eis "Muda Que Muda", o excelente segundo disco de João Coração. O mais idiossincrático baladeiro da nação transformou-se no rei das canções para beira de piscina de "resort" de férias e a mudança é de monta: onde antes havia canções de Inverno, melancólicas e cheias de angústia e charme, agora há canções de Verão, melancólicas e cheias de alegria angustiada. Na altura chamámos-lhe "vagabundo romântico em pantufas"; agora ele parece um sedutor existencialista em chinelas. O Gainsbourg de Sesimbra. O Hank Williams dos letrados. O futuro vencedor do Festival da Canção.
Mas mesmo entre os amigos de Coração há quem o defenda ferreamente e quem não o aprecie. (in Ípsilon)


João Coração, para quem não conhece, é um dos músicos/artistas/compositores/folquepunquerockers (nunca sei o que lhes chamar) da Flor Caveira.
O artigo no Ípsilon merece leitura integral,não só porque está muitíssimo bem escrito, mas também porque, parece-me, está fiel ao Coração e ao novo disco, Muda que Muda. Já o vi e ouvi no Maxime. E ainda bem. Ler tudo aqui!

a.

sábado, 11 de julho de 2009

recorrências VI







noutro dia dedico um post exclusivamente ao grande stephen malkmus...

x.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

road trip music and momentary mental deviations...

fui à galiza. foi uma espécie de 24 horas num lugar perdido da região autónoma espanhola. o plano de viagem era simples e o objectivo claro, mas nobre, acompanhar o meu pai na sua deslocação a guitiriz, pequena e insignificante localidade a 30 km de lugo. atenção tendo em conta que era meu pai não houve garrafas de vinho tinto engolidas à velocidade dos rápidos do rio minho, nem imigrantes ilegais transportados na mala junto a uns galináceos, também eles muito suspeitos, nem foragidos hippies em claríssimo devaneio sexual e tão pouco um rastafari pregando jah na ponta de um charro enquanto exalta a paz e a liberdade dos escravos em suaves ritmos reggae. pelo contrário, houve condução suave, mas objectiva, e um nível de conversa interessante a focar os principais temas da actualidade como a construção de uma nova praça de touros em são bento, a necessidade de criar o partido da abstenção e o regresso aos manifestos, dos quais fui um preconizador no fim dos anos 90.

A companhia extra num clio comercial do ano blah, como em quase qualquer outro carro de gama baixa alugado e que não traz uma miúda gira como prémio de consolação, é a rádio. ora entrar em espanha é entrar num universo quase paralelo da radiofonia. os rigorosos critérios de qualidade são: ritmos latinos, um jogo de ancas aceitável e 20 lugares comuns em cada canção. assim não só garantes a tua presença nas mais tocadas do ano, como ainda te habilitas a ser el próximo éxito de verano. a outra possibilidade é seres um clássico dos 80 como este ¿qué hace una chica como tu en un sítio como este? claramente a pergunta a fazer à miúda gira, se esta fosse disponibilizada como extra pelo serviço de rent a car.


os burning são um dos grupos que marcaram a movida madrilena nos anos 80, década em que a capital espanhola experimentou uma revolução cultural e artística impressionante e que marcará a transição do regime franquista para a democracia. hombres g (como os beatles este grupo protagonizou diversos filmes) radio futura, tequila, nacha pop, los secretos, a sempre extravagante e ícone gay alaska y los pegamoides, o magnífico escritor joaquín sabina (embora a sua voz de cocainómano e bêbado seja muito melhor que a voz da juventude), golpes bajos, gabinete caligari, e os emblemáticos mecano (a história do grupo foi refeita num musical que é um êxito de bilheteira) são alguns dos nomes que saíram deste movimento e perduram na memória dos espanhóis. no cinema, pedro almodóvar é incontornável mas também lá estão fernando trueba ou fernando colomo. os anos 90 seriam de abrandamento e da afirmação de barcelona como capital cultural espanhola. os anos 2000 (como referir esta década?), na minha opinião, tem sido o regresso de madrid como centro cultural e artístico do país num contexto claro de descentralização e de uma diversidade de oferta nas diferentes regiões autónomas muito forte.

sim, tenho uma capacidade inaudita de me desviar dos objectivos. a rádio espanhola tem, no entanto, uma espécie de objecto não identificado que habita as ondas hertzianas. é a rne 3, uma das, pelo menos 5, rádios nacionais. um dia num outro carro alugado e numa outra viagem por espanha, a rádio 3, conhecedora e orientadora maior de tudo o que é intelectualmente superior, entrevista uma artista sobre a sua obra e qual é o meu espanto quando decide transmiti-la (a obra) em directo. ora falávamos de vídeo instalações. desta vez a coisa não me parece tão soberbamente pretensiosa, ao contrário é apenas curiosa. ficou marcado como outro momento musical desta viagem. a música do taiwanês lin cheng xiang.


finalmente de regresso a portugal o aparelho de rádio, que de 20 em 20 minutos decidia, soberanamente, desligar-se, readquire a capacidade de sintonizar as estações nacionais. e embora muito me agrade saber que a política em espanha em nada difere da portuguesa e que o cristiano ronaldo vende 15 t-shirts por minuto, confesso que é com rejubilo que recebo a notícia da vontade do cds-pp e do seu líder voltar à carga na história da supervisão, do bpn e de ainda juntar à festa o bpp. a, amigo, proponho um manifesto… é, portanto, na tsf, que depois de escutar a playlist de hélder moutinho, marcada pelas músicas do mundo (do que haveria de ser? músicas da galáxia? músicas do meteorito em rota de colisão com a terra? músicas do universo imaginário do interior da narina esquerda do carlos paião?) e já muito perto de casa que oiço esta canção da lisa ekdahl.


caso para perguntar: ¿qué hace una chica como tu en un sítio como este (post)?

x.

ps.: no futuro algumas das referências musicais usadas serão postadas...


Promessa cumprida

Comecei mesmo a ouvir Stone Temple Pilots.




a.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Num trapézio andamos todos

Esta vai para a categoria de músicas com significado, que ganham terreno, que nos tomam por inteiros, que, no final, nos tiram o equilíbrio, mas nunca nos deixam cair.


a.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

monsters inc...

um vídeo não oficial com mais de 12 milhões de visitas. utilização indevida em comícios do UMP, o partido do presidente da república francês nicolas sarkozy que valeu aos MGMT uma indemnização simpática de 30 mil euros.... a canção KIDS do álbum orcular spectacular tem finalmente um vídeo oficial.



ah os 30 mil euros foram doados a uma associação de defesa de artistas...

x.

ps.: há muito que postar... muitíssimo. assim que tiver as condições óptimas começo...